terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Black Power or Black in the Power? Inside the Inauguration of the 44 President

From Baltimore

Muito já foi escrito e comentado sobre o simbolismo de um afro-americano ocupar o posto mais alto, mais significativo da maior potência mundial.
Para milhares de afro-americanos, de gerações de latinos que nasceram nos EUA ou que vivem neste país e para outras tantas pessoas de todo o mundo que um dia sonharam com este dia... Pois é, este dia chegou!

A esperança está no ar. Em cada rosto, em cada lágrima derramada, independentemente de crença, de raça, de idade.

Barack Obama representa a “virada histórica”. Representa a possibilidade real de conduzir os EUA em uma direção relativamente diferente. Não totalmente, não completamente e sim relativamente porque não há nenhum sentido revolucionário nisso. Li em muitos lugares que a eleição de Obama representa uma verdadeira revolução. Talvez devamos entender a noção de “revolução” aqui somente do ponto de vista de sua metáfora, de sua polifonia e não no sentido dado pela tradição marxiana de revolução, de mudança estrutural e sem precedentes.

No entanto, muitos desafios o esperam. Ele sabe disso, claro. Teremos um presidente negro no poder que levará em consideração os anseios, as expectativas e as esperanças dos negros de todo o mundo, dos excluídos (sociais, raciais, étnicos, nacionais, sexuais, etc), dos “marginalizados da terra”? Ou teremos um presidente negro cujo único mérito será o fato de ter as características fenotípicas de milhares de oprimidos, mas cuja legitimidade não será suficiente para dar novo curso ao planeta?

São indagações, inquietações talvez. Nosso dever, creio, é acompanhar dia após dia os feitos, os desafios, os silêncios (os palestinos sabem bem disso), os avanços e retrocessos do 44º presidente dos EUA.

Afinal, teremos um negro no poder ou um poder negro?

3 comentários:

Renato Jr. disse...

Muita energia positiva para o amigo, nos contemple falando sobre as aulas e sua pesquisa.

abraço

Renato Jr.

Afrolatinidade disse...

Vou procurar fazer isso, pode deixar. Abs, Marcio

Ricardo disse...

Certamente um negro no poder o poder negro deve ter um outro projeto social.
axé